terça-feira, 14 de setembro de 2010

As coisas só são previsíveis quando já aconteceram.

"O que será isso que está acontecendo?
  Borboleta que entra um turbilhão de vento logo ao sair do casulo.
  O que será isso?
  Metáforas clichês, só ela sabe de si, só ela sabe do que acontece.
  Só ela, só ela.
  Poesias e caminhos refaço em desconstrução meu caminho
  Recuperando o meu elo com pulsação da humanidade".

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Hoje o céu está tão lindo- depois de tudo.

E pouco a pouco a poesia entra pelas mesmas portas de onde saiu
Abre novas entradas
Eu calada do meu canto reflito sozinha sobre a janela, a casa ao lado, o jardim q aindaaaaaa não plantei
Um sentimento de amor entra no peito
Vontade de viver, de sentir o sol bater quente na face
Vontade de agradecer pelo hoje que é completo
É exatamente tudo que um dia quis escrever no livro da memória
É me lambuzar na arte, na beleza, na realidade, na verdade, no braço de oxalá, no verde, no vermelho, no roxo


É luz, empolgação


É amar a música, é achar sensacional viver

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Com cara de lágrimas-temporalidade passada.

Eu agora com cara de lágrimas,
sentada na cadeira quebrada na sala
Degusto o que restou do néctar doce,
utensílo do amor usado nos meus lençóis por amantes alheios


Com dor penso na vida desses amantes,
com pesar penso no meu quarto-sala,
tão habitado por indecisões e desamor
com cadeados quebrados, paredes repletas de sorrisos e uma artéria inflamada no centro
Provo do néctar doce que degustaram os amantes nos meus lençóis
e de sobremesa vem as lágrimas

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Balanço



O amor gosta, goza, idolatra.
Beija, tira o sono, pacifica, revigora.
O amor escolheu mesmo depois de anos uma música que embale e fale da perfeição de amar.
O amor tentou tolerar,
esperar o vento mudar de direção
e que o sopro da fada qualquer mudasse o pensamento,
 que as atitudes mudassem.
O amor cansou, esqueceu e num desesperado vai-e-vem quis cortar seu próprio pescoço,
quis arrancar suas raízes, quis tomar um pó de pir-lim-pim-pim
O amor é cego, não conseguiu esquecer que a vida é tão romântica assim
Seria erótico?
Seria fraterno?
Não. É romântico.
O amor acordou cedo, perseverou, observou os detalhes, tramou as homenagens, preparou os coquitéis
O amor tão romântico se viu sem praquê
Se viu sem casa, se viu sem amor, se viu sem amada
O amor viu seu romantismo nos braços da volupia orgânica que o romântismo precisa saciar
O amor beijou, esquentou, ignorou pois é romântico.
O amor perdeu os cabelos, as unhas e a razão que nunca teve.
Romântico ainda agora descansa e ressona baixinho para não mais encontrar a volúpia, prioriza no seu bloco de metas a paz e a calma.

sábado, 15 de maio de 2010

Sem título.

Em mim ou para mim


Novidade Alguma

Só mesmo a necessidade imbecil de positiviar pelas ruas

e dar sorrisos que dizem o quanto estamos bem

enquanto oa cabelos quebram, os ossos gritam

a dissonância chega

Eu nesse mundo que levando com a barriga, construo as paredes do quarto da solidão

lugar cativo nessa casa, nesse mundo

Ao menos disso tudo, fica algo bom:

viver lado a lado com a poesia do lamento, do amor, da beleza, da morte-alheios.

Nada sobre mim, de mim, só os orixás sabem, só as minhas panelas queimadas, só os meus textos amassados.

Chega

a positividade imbecil não me permite falar mais sobre isso.

Me engano nas próprias contracurvas da minha angústia

Minha, minha, minha cabeça não sabe o que pensar.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A arte de amar.

O meu livro A arte de amar com uma imagem de Tououse Lutrec na capa:
Uma arma,
Uma procura,
Um remédio,
Uma vitamina.