sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Hoje o céu está tão lindo- depois de tudo.

E pouco a pouco a poesia entra pelas mesmas portas de onde saiu
Abre novas entradas
Eu calada do meu canto reflito sozinha sobre a janela, a casa ao lado, o jardim q aindaaaaaa não plantei
Um sentimento de amor entra no peito
Vontade de viver, de sentir o sol bater quente na face
Vontade de agradecer pelo hoje que é completo
É exatamente tudo que um dia quis escrever no livro da memória
É me lambuzar na arte, na beleza, na realidade, na verdade, no braço de oxalá, no verde, no vermelho, no roxo


É luz, empolgação


É amar a música, é achar sensacional viver

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Com cara de lágrimas-temporalidade passada.

Eu agora com cara de lágrimas,
sentada na cadeira quebrada na sala
Degusto o que restou do néctar doce,
utensílo do amor usado nos meus lençóis por amantes alheios


Com dor penso na vida desses amantes,
com pesar penso no meu quarto-sala,
tão habitado por indecisões e desamor
com cadeados quebrados, paredes repletas de sorrisos e uma artéria inflamada no centro
Provo do néctar doce que degustaram os amantes nos meus lençóis
e de sobremesa vem as lágrimas

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Balanço



O amor gosta, goza, idolatra.
Beija, tira o sono, pacifica, revigora.
O amor escolheu mesmo depois de anos uma música que embale e fale da perfeição de amar.
O amor tentou tolerar,
esperar o vento mudar de direção
e que o sopro da fada qualquer mudasse o pensamento,
 que as atitudes mudassem.
O amor cansou, esqueceu e num desesperado vai-e-vem quis cortar seu próprio pescoço,
quis arrancar suas raízes, quis tomar um pó de pir-lim-pim-pim
O amor é cego, não conseguiu esquecer que a vida é tão romântica assim
Seria erótico?
Seria fraterno?
Não. É romântico.
O amor acordou cedo, perseverou, observou os detalhes, tramou as homenagens, preparou os coquitéis
O amor tão romântico se viu sem praquê
Se viu sem casa, se viu sem amor, se viu sem amada
O amor viu seu romantismo nos braços da volupia orgânica que o romântismo precisa saciar
O amor beijou, esquentou, ignorou pois é romântico.
O amor perdeu os cabelos, as unhas e a razão que nunca teve.
Romântico ainda agora descansa e ressona baixinho para não mais encontrar a volúpia, prioriza no seu bloco de metas a paz e a calma.

sábado, 15 de maio de 2010

Sem título.

Em mim ou para mim


Novidade Alguma

Só mesmo a necessidade imbecil de positiviar pelas ruas

e dar sorrisos que dizem o quanto estamos bem

enquanto oa cabelos quebram, os ossos gritam

a dissonância chega

Eu nesse mundo que levando com a barriga, construo as paredes do quarto da solidão

lugar cativo nessa casa, nesse mundo

Ao menos disso tudo, fica algo bom:

viver lado a lado com a poesia do lamento, do amor, da beleza, da morte-alheios.

Nada sobre mim, de mim, só os orixás sabem, só as minhas panelas queimadas, só os meus textos amassados.

Chega

a positividade imbecil não me permite falar mais sobre isso.

Me engano nas próprias contracurvas da minha angústia

Minha, minha, minha cabeça não sabe o que pensar.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A arte de amar.

O meu livro A arte de amar com uma imagem de Tououse Lutrec na capa:
Uma arma,
Uma procura,
Um remédio,
Uma vitamina.

Condições X Ações

Condições

Eu não tenho uma frase completa
Mais desejo muito mais que teu corpo
Mais que o beijo das flores e menos que a vastidão
De meu peito,
Abrigo para as nossas feridas e sutura para essa fonte de medos
Teu seio perene de menina marcada sem teu ciúme de
Quem não sabe viver,
Não poderei nunca mais retornar ao que fui
Nunca mais anular teu traçado nem esvaziar o seu cheiro
De mim
Contudo eu grito com gestos destinados a tombar
No vazio,
A tombar nessa luta tão linda
inútil, cega e sem fim.



Ações

Fiz do teu poema uma pedra de pontas finas
Atirei-a na porta do amado
Saberá ele o que vc quis dizer o que eu quis que ele sentisse, ao receber voando pela janela tuas palavras?